Museu da Diversidade Sexual apresenta ocupação comemorativa de sua fachada em celebração aos 30 anos da Parada do Orgulho LGBT+ de São Paulo

Vinícius Araújo Fernandes
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No dia 1º de junho, o Museu da Diversidade Sexual (MDS), instituição da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas do Estado de São Paulo, gerido pelo Instituto Odeon apresenta uma ocupação comemorativa de sua fachada em homenagem aos 30 anos da Parada do Orgulho LGBT+ de São Paulo, uma das maiores manifestações pelos direitos LGBTQIA+ do mundo

A ação reúne uma seleção de cartazes emblemáticos da Parada, que ajudam a contar a evolução social, cultural e política do evento ao longo de três décadas, além de fotografias de Iatã Cannabrava, reconhecido por seu trabalho de documentação da vida urbana, dos movimentos sociais e das manifestações culturais brasileiras.
Instalada na fachada do Museu da Diversidade Sexual, no corredor de circulação da Estação República do Metrô, entre as saídas para as ruas do Arouche e Marquês de Itu, a mostra convida o público a desacelerar por alguns instantes em meio ao ritmo da cidade. Entre os registros e documentos visuais, os trabalhadores, estudantes, turistas e transeuntes poderão entrar em contato com histórias que ajudam a compreender a construção e a permanência do movimento LGBTQIA+ brasileiro.

Em um dos pontos de maior circulação do centro de São Paulo, a intervenção transforma a passagem cotidiana em uma oportunidade de encontro com a arte, a diversidade e lutas por cidadania, aproximando milhares de pessoas de marcos importantes da história da comunidade LGBTQIA+ e de seu patrimônio cultural.

A ação marca a abertura da programação do Mês do Orgulho no Museu da Diversidade Sexual e é resultado de uma parceria entre o MDS e a Associação da Parada do Orgulho LGBT de São Paulo (APOLGBT-SP). A aproximação entre as instituições contou com a articulação de Heitor Werneck, ativista e produtor cultural reconhecido por sua trajetória na cena LGBTQIA+ paulistana e por iniciativas voltadas à valorização da memória e da cultura da diversidade.

A pesquisa, curadoria, planejamento e montagem foram desenvolvidos pela equipe do Museu da Diversidade Sexual, representada por Beatriz Oliveira, gerente de Conteúdo da instituição, e Wesley Nascimento, produtor cultural e assistente de conteúdo. Responsáveis pela seleção dos materiais e pela construção da narrativa apresentada ao público.

A proposta nasce da retomada da fachada do museu como espaço de difusão cultural e convida o público a viver uma experiência que começa no caminho e continua dentro do MDS. Ao se deparar com os cartazes da Parada e as fotografias de Iatã, os visitantes são convidados a atravessar as portas do museu e aprofundar o contato com diferentes narrativas, vivências e expressões da comunidade LGBTQIA+ presentes nas exposições atualmente em cartaz.

Entre elas está Pajubá: A hora e a vez do close, que apresenta personagens, acontecimentos e marcos fundamentais da história LGBTQIA+ brasileira, evidenciando linguagens, estratégias de resistência e formas de construção identitária. Também integra a programação Todos os rios: Identidades LGBTQIA+ no acervo da Pinacoteca de São Paulo, realizada em parceria com a Pinacoteca de São Paulo, reunindo obras de diferentes artistas que refletem sobre corpo, pertencimento, afetos e a pluralidade das experiências LGBTQIA+ na arte brasileira.

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