Empreendedorismo brasileiro avança na expansão internacional com foco em inovação

Vinícius Araújo Fernandes
5 Min Read

Empresas de base tecnológica apostam em dados design e estratégia para disputar mercados fora do país

O empreendedorismo brasileiro inicia 2026 com um movimento mais estruturado de expansão internacional, impulsionado pela maturidade digital das empresas e pela necessidade de diversificar receitas em um ambiente econômico mais restritivo. Negócios ligados à tecnologia, inovação e serviços de alto valor agregado passaram a liderar esse avanço, levando soluções desenvolvidas no país para mercados como Estados Unidos e Europa.

Ricardo D’Aguani, fundador e CEO da Station Zero Lab e executivo com atuação focada em inovação, dados e transformação digital em escala global, avalia que a internacionalização deixou de ser um projeto distante para se tornar parte da estratégia central das empresas inovadoras. “Atuar fora do Brasil exige muito mais do que presença física. É preciso adaptar modelo de negócio, cultura organizacional e proposta de valor para competir em mercados mais maduros”, afirma.

O movimento ocorre em sintonia com dados do Sebrae, que indicam crescimento gradual da participação de pequenas e médias empresas brasileiras em operações internacionais, ainda que em proporção minoritária.

A tendência é mais evidente entre companhias da economia digital, que conseguem escalar serviços sem depender de estruturas físicas complexas, reduzindo barreiras de entrada e custos de expansão.

Criada como uma consultoria especializada em design de experiências, dados e tecnologia, a Station Zero Lab estruturou sua atuação mirando projetos com alcance global. A empresa passou a desenvolver soluções focadas em jornadas omnicanal, inteligência artificial e transformação digital, áreas cada vez mais demandadas por organizações que buscam eficiência operacional e diferenciação competitiva em seus mercados.

Segundo Ricardo, o amadurecimento do ecossistema brasileiro contribuiu para esse salto. “Hoje, empresas nacionais conseguem entregar projetos com o mesmo nível técnico e estratégico de players internacionais. O desafio principal passou a ser posicionamento e leitura correta do mercado”, diz.

Estudos da McKinsey apontam que companhias que priorizam experiência do cliente e decisões orientadas por dados tendem a crescer mais rapidamente do que concorrentes que mantêm modelos tradicionais.

O avanço dessas práticas amplia o espaço para empresas especializadas em inovação, dados e experiência do cliente, sobretudo em mercados que aceleraram processos de digitalização após os impactos econômicos mais recentes.

Na avaliação de D’Aguani, a expansão internacional também funciona como um instrumento de proteção ao negócio. “Diversificar mercados ajuda a diluir riscos econômicos e regulatórios. É uma decisão estratégica, que precisa ser sustentada por métricas claras e capacidade de execução”, adverte.

O avanço de empresas como a Station Zero Lab sinaliza uma mudança no perfil do empreendedorismo brasileiro, que passa a enxergar o mercado externo não apenas como vitrine, mas como parte estrutural do negócio.

Em um ambiente global mais competitivo, a combinação entre dados, inovação e estratégia tende a definir quais companhias conseguirão se consolidar além das fronteiras.

Sobre Ricardo D’Aguani

Ricardo D’Aguani é executivo com mais de 20 anos de experiência em tecnologia, inovação e transformação digital, com atuação em projetos de escala global nos setores de varejo, telecomunicações, seguros e serviços. Ao longo da carreira, ocupou posições de liderança executiva conduzindo iniciativas em dados, inteligência artificial, produtos digitais e arquitetura corporativa, com impacto direto em crescimento de receita, eficiência operacional e experiência do cliente.

CEO da Station Zero Lab, consultoria especializada em inovação e design de experiências orientadas por dados, é engenheiro de Controle e Automação, com MBA em Liderança, Inovação e Gestão 4.0 e especialização em Big Data e Marketing Intelligence. D’Aguani construiu sua trajetória em empresas como Telefónica/Vivo, Zurich Santander, IBM e CEVA Logistics, atua como colunista de tecnologia e inovação e acompanha de perto os principais ecossistemas globais do setor.

Fontes de pesquisa

Sebrae
https://www.sebrae.com.br/sites/PortalSebrae/estudos-e-pesquisas

McKinsey & Company
https://www.mckinsey.com/capabilities/growth-marketing-and-sales/our-insights

Endeavor Brasil
https://endeavor.org.br/pesquisa/

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