Chinela Voadora entrega o disco mais dançante de 2026 e promete fazer repensar o que é samba em show de lançamento neste domingo em SP

Vinícius Araújo Fernandes
4 Min Read

Com participações de peso como Fernandinho Beat Box, Jônatas Petróleo, Fábio Leal, Anette Camargo e DJ WN, projeto está disponível em todas as plataformas de streaming

Enquanto a cidade ainda estiver engolindo o café e correndo contra o relógio, um novo som já estará ecoando pelos fones e invadindo as ruas como poesia em movimento. É nesse ponto de encontro entre o concreto e o couro do tambor que a Chinela Voadora desembarca nas plataformas com seu novo álbum homônimo. Um trabalho que pulsa urbano, dançante e solar, feito para quem atravessa a vida no compasso do beat e do coração. O disco acaba de chegar como um convite para gingar sem pedir licença e levanta a pergunta: até onde o samba pode voar quando encontra o funk, o rap e a alma afro-brasileira?

Banda paulistana de identidade própria, a Chinela Voadora costura pop, MPB, groove de rua e tradição em um som que soa moderno sem perder o calor humano. Produzido por Marcos Braga, Tatá Brasilina e Danilo Ferreira, o álbum apresenta um mosaico rítmico onde cada faixa revela um universo particular: do swing envolvente de “Cabernet” ao lirismo que atravessa “Paulistanas”, passando pela provocação malandra de “Pra Que Mentir” e pelo clima arrebatador de “Baque de Arraia”. É a música que nasce do encontro entre a noite da metrópole e a roda de samba imaginária que insiste em acontecer em cada esquina.

As participações ampliam ainda mais esse território sonoro. Jônatas Petróleo empresta sua voz carregada de vivência periférica em “Pra Que Mentir”, trazendo a malandragem elegante do samba de raiz para dentro do groove urbano. Em “Sei Lá”, Fernandinho Beat Box conecta o hip-hop ao balanço orgânico com rimas e texturas vocais que atravessam a faixa como um manifesto. Já Anette Camargo colore “Baque de Arraia” com piano e improvisos, enquanto a guitarra de Fábio Leal transforma “O Grande Favor” em um momento de respiro instrumental sofisticado e visceral.

A sonoridade do disco reflete uma fusão viva de influências: funk, afrobeat, soul, rap e candombe, filtradas pela brasilidade pulsante da banda. Mais que um conjunto de músicas, o trabalho se apresenta como um retrato da cidade em movimento: caótico, bonito, diverso e cheio de energia boa. É o samba olhando para frente sem esquecer de onde veio, abrindo espaço para novos corpos, novas danças e novas histórias.

Com direção de Marcos Braga, o projeto visual acompanha essa estética híbrida e reforça o conceito de um álbum que nasceu para ser ouvido, visto e sentido. A Chinela Voadora entrega um lançamento que não pede silêncio: pede volume, pede espaço e pede gente dançando.

Tracklist do álbum “Chinela Voadora”:

Cabernet (Tatá Brasilina)

No Balanço da Banda (Tatá Brasilina)

Paulistanas (Tatá Brasilina)

Pra Que Mentir (Euclides Jr)

Sei Lá (Natalia Koike e Flávio Iannuzzi)

Já Deu (Natalia Koike)

O Grande Favor (Scilas de Oliveira)

Baque de Arraia (Tatá Brasilina)

(Crédito: Nacho Produções)

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